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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

10 ANOS DO PROGRAMA

A comunidade É Rock! Joinville dedica essa singela homenagem a todos que contribuiram para a realização desse programa nos últimos 10 anos.



Essa ainda não é a versão final, e peço desculpas pela pouca qualidade técnica que certamente não está a altura dos amigos do programa.
Mas o lema dessa galera foi falar com simplicidade e com coração.
Estou muito feliz por todos!
Essas duas semanas eu praticamente invadi a vida do meu amigo Fábio Raposo, mesmo estando longe e como eu imaginava, ele tem amigos igualmente incríveis!
Obrigado a todos por manterem a surpresa até o dia de hoje!

PS. Caso tenha esquecido de alguém nos créditos. Me avisem!

Programa É Rock!
Uma forma genuinamente roqueira de protestar pelo que acreditamos e amamos!

Douglas Dantas

Comunidade É Rock - Joinville


We´re a happy family

Minha memória falha no que diz respeito ao começo e criação do Programa É Rock. O pouco que lembro é que Fabio Raposo, o maestro desta equipe que agora se assemelha a uma Big Band, idealizou a coisa toda sozinho. Na verdade, ressalvando o inegável valor histórico da iniciativa, a retrospectiva desse retrato inicial para por aqui se me permitem. Afinal, já se foi uma década de lá para cá, o programa deixou de ser uma apresentação solo de Raposo para virar uma verdadeira “jam session” com uma cozinha permanente, além de inúmeras participações e colaborações de convidados. A formação oficial da mesa de trabalho passou a contar com um exímio guitarrista que obriga os falantes a se curvarem diante dele, um PHD em arqueologia musical e senhor dos sons graves, e um simpático jornalista que também entende do troço e é adepto de verbetes requintados. E quando estes quatro caras se juntam em uma minúscula sala nos suntuosos estúdios da rádio UDESC a gente tem aquela coisa que os acadêmicos estudiosos do rock chamam de “formação clássica”. A química, entrosamento e o clima à vontade do grupo provoca risos e sorrisos aos sortudos ouvintes que assistem/ouvem o programa. Não me interpretem mal, este é um programa de rádio que também pode ser assistido. Explico: apoiado pela habitual generosidade dos 04 titulares do programa, este que vos escreve também teve a honra de assistir o programa sendo gravado e até de fazer uso do microfone (em especial quando o Parfitt se ausenta. Thanks man). E nessas dezenas de incursões que fiz pelo programa, os membros oficiais do Programa É Rock, provavelmente desprovidos temporariamente da plenitude de suas faculdades mentais, me apelidaram de “5º elemento”, “Reserva de luxo” ou ainda (e a melhor de todas) “o Advogado dos bons sons”. Eu não disse que estes caras eram gente boa? Rapaz, como eu já diverti nestes 10 anos, e o melhor de tudo: já fiz festa dos dois lados das caixas de som. Com o passar do tempo, a família ganhou novos adeptos: um luthier gourmet que sempre sabe fazer uma boa mistura sonora, um paulista camarada que entende tudo de websites e ferramentas tecnológicas, além de um incansável Webmaster com atendimento remoto. E o futuro? Para onde ir agora? Bem, acho que no caso do “É Rock”, basta que tudo fique como está; se melhorar estraga. Isto é, basta que o Programa continue sendo este templo radiofônico em que louvamos os bons sons que transformam nossas vidas. Basta que prossigam sendo este reduto formado, com exceção de mim, pelas mentes mais conhecedoras do que há no Rock hoje e sempre. E que daqui a 10 anos possamos comemorar novamente, mantendo a mesma dedicação, empenho e carinho com que temos mantido esse monumento da cidade. Por fim, tendo a certeza de que não serei o único, digo aos amigos que, no que depender de mim, fico à disposição para trabalhar de graça o resto da vida para o É Rock.
Fraternais abraços ao nosso “Count Basie” Fabio Raposo, aos membros oficiais Marcelo Rizzatti, Parffit Jim Balsanelli e Rubens Herbst e todos os agregados como eu, Douglas Dantas, Carlos Polvani e Wagner Xavier.

E soprem-se as velinhas!
02 de setembro de 2010.

Rafael Zimath

Paulo Martinni conta a História do Programa

O vídeo enviado pelo amigo Heliot Jr foi editado por limitações técnicas mas pode ser visto através do Youtube! Vale a pena conferir a integra: Clique aqui:

Doug Ferreira e o pessoal do "A hora do rock´n Roll" prestam homenagem ao programa: Clique aqui:

AN - Caderno Anexo publica matéria especial sobre os 10 anos do programa: Clique aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Porque ir?

Tá valendo a maior promoção desse blog!!!
É só responder: PORQUE DEVO IR AO SHOW DO PAUL DI'ANNO?
É muito simples, né?
As 10 respostas mais criativas levarão de lambuja os ingressos!!!!
10 pessoas serão contempladas, mas tem que caprichar na resposta!! rs
É a grande chance de ver de perto o ex-vocal do Iron, uma verdadeira lenda viva que aterrisará em Joinville (Dia 5 de julho) para um show histórico no Big Bowling!!!
O resultado da promoção será divulgado no dia 1º de Julho!!!
PARTICIPE!!!!

sábado, 6 de junho de 2009

GOMEZ E URSULLA

Um dos destaques do É Rock! Sounds desse sábado é o bloco do "Mestre Som Na Caixa - Marcelo Rizzatti", além de Alvin Lee, grande guitarrista que fez fama no Ten Years After, tem a banda inglesa Gomez.
Mesmo não sendo tão conhecidos por essa bandas, os caras já tem 6 álbuns lançados. Esse ano saiu o álbum A New Tide, que recebeu bons elogios dos críticos ingleses. A banda é extremamente eclética, todos os cinco componentes compoêm e três deles se revesam nos vocais. Os guitarristas Ian Ball e Ben Otewell e o baixista Paul Blackburn.

Como o Marcelo cita: "É difícil rotula-los porque os caras passeiam por uma total diversidade musical, como: rock psicodélico, folk alto astral, arranjos orquestrais, delta blues, percussões excêntricas, melodias pop, ou seja, muita coisa para ser descoberta e apreciada nos discos do Gomez.

No É Rock! Sounds tem também muita coisa fina: 40 anos de Abbey Road dos Beatles, duas bandas chamadas Bodine (isso mesmo, ouça e confira!), o alt country de M.Ward, o pop psicodélico do Apollo Sunshine e os veteranos da Lindisfarne.

No É Rock! Regional, o destaque vai para a Ursulla, experiente banda alternativa joinvilense que lança no programa algumas faixas do ótimo álbum Rabiscos Coloridos.
Em estúdio, o baterista e produtor cultural Sérgio Beckert falará sobre as influências (indie, 80,90, experimentalismo) e expectativas do novo álbum, que teve produção de Gabriel Vieira.

É Rock! vai ao ar sábado (20h) com reprise no domingo (17)

sábado, 30 de maio de 2009

Homenagem a Zé Rodrix


O programa É Rock! desse sábado terá vários destaques e curiosamente (não foi nada planejado), a maioria dos destaques vão para o rock nacional.
Vai rolar Patrulha do Espaço, Blues Etílicos (olha o Magik Rock chegando!!!), Pedra, Carro Bomba, MQN e mais um punhado de bandas goianas. Rubão veio cheio de novidades do Bananada!

Mas o destaque que merece comentário vem do bloco do Parffit.
Zé Rodrix, grande cantor, compositor, pianista e publicitário, que foi para o andar de cima, receberá sua homenagem póstuma. Ele fez parte de importantes grupos musicais, como Momento Quatro, Som Imaginário, Sá, Rodrix e Guarabyra e Joelho de Porco.
A maior virtude do cara foi sua humildade. Mesmo sendo uma pessoa cheia de habilidades musicais e literárias, ele sabia como ninguém ouvir as pessoas e sempre que possível apoiar qualquer projeto cultural que se prove de qualidade.

O progama fará uma justa reverência a esse lapidado artista com duas faixas com o trio Sá, Rodrix e Guarabira (Hoje Ainda é Dia de Rock e Mestre Jonas) e uma faixa na banda Som Imaginário (Hey Man), garavada no álbum auto-entitulado de 1970.
O É Rock! vai ar hoje a partir das 20 horas com repeteco amanhã (domingo) a partir das 17 horas!
FÁBIO RAPOSO

domingo, 5 de abril de 2009

O magrelo, o forasteiro e a construção de JoinvilleRockCity.

No momento em que é inaugurado o Blog Oficial do Programa É Rock!, peço licença para fugir um pouco da pauta do programa e compartilhar uma história que pouquíssimas pessoas da comunidade criada por mim há 4 anos teve a oportunidade de conhecer.
Minha missão aqui no blog será de fazer a sua ligação com a COMUNIDADE NO ORKUT, recebendo e publicando em nosso podcast as músicas produzidas pelas bandas cadastradas no BANCO DE BANDAS DA COMUNIDADE e recebendo críticas, sugestões ou artigos candidatos a publicação nesse espaço.
Então vamos lá!

Era o começo do ano de 1993 e um adolescente forasteiro entediado com a mesmice musical da cidade passava os dias ouvindo umas fitas cassetes, que um amigo havia gravado em suas férias em São Paulo.
Enjoado de ter como opção de curtição naquela ocasião algumas baladas como Chamonix, Hariah, Baturité e Plataforma, aquele guri sentia na pele o preconceito e a solidão por ter um gosto musical tão diferente das pessoas dali.

Mas logo na primeira semana de aula, numa sala onde não conhecia ninguém, o forasteiro tomou contato com um magrelo que sentava à sua frente. Um cara calmo e também ótimo aluno. Eram duas figuras que não se enquadravam nos estereótipos clássicos de “nerds”, atletas, “playboys” ou problemáticos se diferenciando da maioria por serem uma mistura de cada uma dessas coisas no limite da ocasião e do bom senso.
Não custou para o magrelo se interessar em ver as tais fitas, sempre com a humildade e paciência que lhe era característica. E então na primeira oportunidade, o forasteiro teve uma incrível surpresa:

O magrelo danado reconheceu tudo o que estava ali, aproveitando pra contar mil histórias sobre cada uma das bandas: Kraftwerk, Syster of mercy, The Glove, Jesus & Mary Chains, lançando como fogo todo o seu conhecimento e interesse por música e lembrando, caso por caso, como cada banda havia se formado e muitas delas dissolvidas com o passar do tempo. Quase uma enciclopédia ambulante!
Numa época em que a internet não era popular e praticamente não havia opção para o público rock da cidade (era preciso ir a Jaraguá do Sul, pra assistir a um show dos Paralamas), o magrelo colecionava materiais e releases de bandas sei lá onde conseguidos, mas que eram guardados e exibidos aos amigos como um grande tesouro.
É claro que isso se transformaria numa incrível amizade, recheada de aventuras e loucuras típicas desse período da vida, em uma mistura de afinidade musical, respeito e companheirismo que mesmo submetidos ao tempo e a distância, permaneceria esses anos todos quase inabalável.

E o magrelo com todo aquele conhecimento já aos 17 anos, vivia propondo ao forasteiro doidão:
“- DOM, precisamos montar um programa de rádio. Pra agitar a cena rock dessa cidade, que tem pouquíssimas opções.”
Claro que o forasteiro cético que imaginava ser grande a dificuldade de se ter acesso à grande mídia não desestimulava o amigo, mas por outro lado, dentro de si, não alimentava esperanças de que isso pudesse se transformar em realidade um dia.
Em pouco tempo ele retornou à sua cidade natal, e o contato dos dois passou a ser quase uma raridade. Alguns anos se passaram e em uma nova visita à Joinville, o forasteiro soube da novidade, contada com a humildade de sempre:
“- Ai DOM, estou fazendo um programa na rádio sobre rock´n roll. “
Mas uma vez o forasteiro quase desabou!
Inacreditável. O antigo sonho se transformava em realidade.
E o Programa É Rock! segue a caminho do seu nono aniversário trazendo muito mais do que música e entretenimento a nossa cidade do coração.
Não é necessário viver na cidade pra perceber o quanto ela mudou nesse período e nem o quanto esse programa ajudou a influenciá-la, pelo surgimento de novas opções para esse público, pelos shows, que foram trazidos à cidade nos últimos anos, pela contribuição prestada pelo Festival É Rock! e pela formação de bandas que já começam a invadir os palcos em outras grandes cidades.

Reino Fungi em São Paulo (Março de 2008)
Há quatro anos, com o surgimento dos sites de relacionamento, o forasteiro, doravante identificado como esse que vos escreve, teve a honra de criar a comunidade É Rock – Joinville, para homenagear o amigo magrelo da adolescência Fabio Raposo, que hoje reúne um pouco mais de 600 colaboradores e mais do que servir de troféu pelas conquistas do visionário amigo, criou uma nova dinâmica na relação do programa com seu público, mantendo com esse uma grande parceria com total independência à missão criativa e crítica de cada um dos canais.

Foi possível através da comunidade no orkut participar da programação do É rock!, indicando nossas músicas e sugerindo pautas de programas, e ainda apoiando e patrocinamos promoções, como “quiz é rock” e “produtor é rock por um dia”. Cobrimos o “Pelada É Rock!”, criamos um banco de bandas servindo como meio de divulgação de seus trabalhos, e nos organizamos para eleger democraticamente as nossas comunidades relacionadas, em uma iniciativa sem precedentes do bom uso das ferramentas do orkut em benefício real da comunidade participante.

Protestamos ativamente contra a não realização do festival no aniversário da cidade em 2007 a ponto de autoridades e caciques da produção de evento$$$ na nossa região ficarem bem preocupadas, com emails pipocando na prefeitura, fundação cultural, imprensa e mais de 150 manifestações postadas em nossa comunidade.

Naquele momento eu entendi a força e a importância do programa É Rock e da nossa comunidade!

Também no nosso espaço no orkut, vi brotar iniciativas das novas gerações de roqueiros, como é o caso do pessoal do JOINVILLE ROCK FORUM da DIVERCIDADE JOINVILLE e do ROCK IN CITY . É a geração que cresceu ouvindo o programa que vai chegando ao poder, mantendo a mesma atitude deflagrada no passado pelos pioneiros do É Rock!

Ainda temos muito a fazer, mas a filosofia na condução da comunidade está mantida: Divulgar as bandas nativas da nossa região e fazer intercâmbios com bandas de outras localidades levando preceitos como amizade, companheirismo, paz e compromisso social, por entender que se rock é música de protesto, não queremos estar no lugar comum, da violência, do “Jabá”, do uso político das boas iniciativas populares, da manipulação de massas, do preconceito e de uma visão puramente comercial da música e dos eventos culturais e artísticos.
Eu particularmente, aprendi muito com todos vocês, e algumas pessoas que eu não conheço pessoalmente já são tratadas como amigos.
Recebo orgulhosamente pelo orkut, um amontoado de convites para eventos que eu costumo apoiar, publicar na comunidade ou encaminhar para a produção do programa. Eu adoraria poder prestigiar a todos eles, mas os 534 km que me distanciam não me permitem estar sempre presente.

Algumas bandas do nosso banco eu nunca ouvi pessoalmente e na maioria das novas baladas de rock da cidade eu nunca pisei. O próprio programa É Rock! eu não tenho condições de ouvir por algumas limitações técnicas. Mas já pude em alguns casos ajudar mesmo à distância, festejando cada iniciativa de vocês e do programa como se fossem minhas próprias criações. Aquele ceticismo adolescente se substitui pela amizade e confiança em seus potenciais, como forma de retribuir os presentes que me foram oferecidos por vocês no passado.

Por muito tempo eu custei em tomar a decisão de informar a comunidade sobre o fato de eu viver em São Paulo, por achar que as pessoas poderiam pensar:
"O que esse cara forasteiro vem fazer aqui, dando palpite na vida rock da nossa cidade, sem estar presente e sem saber das coisas."

Àqueles que por ventura pensarem assim, registro alguma frustração pelo fato de a cultura da cidade não ter se modificado o suficiente. Mas eu amo Joinville, por entender que vale a pena ajudar a construí-la, sobretudo pelas amizades e por essas histórias, que preenchem plenamente a distância que me separa daí e que me permitiu como ser urbano (e humano, claro!), entender que as minhas ações e idéias, mesmo à distância, são capazes de repercutir, influenciar e sensibilizar essa cidade.

Agradeço a todos que participam ativamente da nossa comunidade, em especial aos amigos: Igles, Juliana, Raposinha, Doug, Helliot Jr, Hesséx, Allan do “Karadura”, Germano Busch, Valine e Gustavo, Ademar Podekre, Richard Furtado, Alexandre Setter, Antero Santos (o cara que gravou as "tais fitas"), Gustavo da “Cultura Monstro”, Beto do “El Kabong”, Marcos Mayer, Kleber Dresch, Mura Walsh, Kinho, Duh_Hs, Gustavo do “Taberna”, ao Parffit, Rizzati e Rubens Herbst, ao Jaime da Rock Total Discos e a todas as bandas e amigos da comunidade por não ficarem esperando a vida passar à toa e a ajudar a construir uma city, onde antes havia apenas uma ville!

Ao irmão por consideração Fabio Raposo, minha maior homenagem em nome da história que já construímos e daquela que ainda será produzida por nós e através das sementes que deixamos nesse planetinha distante, personificada em nossos filhos que receberam o mesmo nome, em mais uma dessas coincidências produzidas pelos deuses do rock em resposta ao grande sentido da vida.

Grande abraço do humilde combatente da comunidade que homenageia as atitudes que fazem sonhos e objetivos se transformar em realidade.
Pé na tábua rumo a nossa JoinvilleRockCity!
Douglas Dantas
Ou apenas “DOM”, para o grande amigo joinvilense.